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    segunda-feira, 11 de outubro de 2021

    ★ Seis em cada dez brasileiros estão muito preocupados com segurança digital

     

    Aumento de casos de fraudes digitais e de vazamento de dados pessoais estão entre os principais motivos para apreensão


    O aumento dos casos de fraudes financeiras, vazamento de dados e uso de informações pessoais em golpes está deixando os brasileiros mais apreensivos em relação à segurança digital. Hoje, 6 de cada 10 brasileiros se consideram muito preocupados com esse tema, conforme pesquisa realizada pelo Capterra, marketplace que atua na indústria de softwares.


    Segundo o levantamento, 67% das pessas se consideram muito preocupados com a segurança digital - apenas 1% responderam que não se preocupam com o tema. Embora o dado seja preocupante, também mostra que as pessoas estão mais atentas com a qualidade e a quantidade de informações que disponibilizam online, afirma Marcela Gava, analista responsável pela pesquisa.


    "As pessoas estão mais empoderadas e se julgam no direito de solicitar às empresas com quem compartilham seus dados que estes sejam protegidos, por exemplo. Aos poucos, esse comportamento vai crescendo. Conforme os usuárioss vão lendo sobre casos de fraudes, mais essa percepção se altera", analisa a especialista.


    O aumento de casos de fraudes digitais e a série de vazamentos de dados pessoais no Brasil no começo de 2021 foram os motivos mais citados pelos entrevistados para a preocupação com segurança digital, com 79% e 75% das respostas, respectivamente. O começo de 2021 foi marcado pelo maior vazamento de dados pessoais já registrado no país. Na ocasião, foram expostos nome, CPF, nível de escolaridade e outras informações de mais de 200 milhões de brasileiros.


    Outros motivos para o medo foram o aumento de compras online pela pandemia (46% das respostas), aumento de notícias sobre o tema na imprensa brasileira (45%), migração para trabalho remoto pela pandemia (22%) e a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), com 18% das respostas. Entre outras normas, a LGPD regula como os dados pessoais devem ser tratados pelas empresas.


    Perda financeira é maior receio 

    Mais da metade dos entrevistados (74%) declarou que seu maior receio no caso de um vazamento de dados é ser vítima de fraudes financeiras, como boletos falsos, clonagem de cartão de crédito, solicitação de empréstimo e abertura de conta bancária. "As pessoas têm a percepção de que o setor financeiro é o mais vulnerável a vazamentos de dados", diz Marcela.


    A analista acredita que o comportamento dos consumidores mudou ao longo do tempo. "A gente consegue perceber que as pessoas, em geral, tomam medidas prévias antes de concluir uma compra, por exemplo. Elas leem resenhas das empresas, para checar se a compra é confiável. Eu diria que já existe, sim, um cuidado prévio em relação a transações comerciais online", avalia.


    O Capterra levantou que 7 de cada 10 pessoas procuram mais informações sobre a reputação das empresas em sites como Google, Procon ou Reclame Aqui, antes de uma transação online. Para muitos consumidores (50%), também faz parte do processo de análise a busca em sites de notícias ou jornais, para saber se a empresa já esteve envolvida em casos de vazamento de dados.


    Ainda dentro da categoria vazamento de dados, os entrevistados também disseram estar preocupados com roubo de perfis em redes sociais (10%), invasão de privacidade (8%) e chantagem com contatos (7%).


    Cresce a responsabilidade das empresas 

    Com a entrada da LGPD em vigor, a responsabilidade das empresas em relação aos dados de seus consumidores se ampliou — e os clientes sabem disso. 79% dos entrevistados concordaram com a afirmação “a proteção de dados é mais responsabilidade da empresa do que do consumidor” (42% concordam totalmente e 37% apenas concordam).


    "As pessoas têm se preocupado mais com a maneira como vão interagir com uma empresa. Elas consideram que a responsabilidade de lidar com proteção de dados é da companhia, e, logicamente, vão dão preferência a quem garante essa proteção", analisa Marcela.


    Fonte: ÉpocaNegócios



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