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    quarta-feira, 12 de outubro de 2022

    ★ Como proteger sua empresa do ataques de ransomware – o mesmo que roubou dados da Record TV

     

    Com a repercussão dos vazamentos de dados da Record TV, outras emissoras se mostraram preocupadas com a segurança de seus dados. A Globo, por exemplo, pediu que os colaboradores não abrissem e-mails suspeitos.


    Após o ataque a Record TV, especulações diziam que SBT e TV Cultura também teriam sido invadidos, informação que foi desmentida pelas emissoras – que inclusive teriam pedido para departamentos internos aumentarem a efetividade dos sistemas de segurança das TVs.


    O ataque sofrido pela filial de SP da Record TV foi uma invasão via ransomware, um tipo de ataque que mantém os dados da pessoa ou empresa como “reféns”, não sendo excluídos nem divulgados, até que um pedido de resgate dos cibercriminosos seja realizado. Caso o resgate dos dados não seja pago, os hackers podem divulgar todas as informações ou até mesmo deletar todos os dados roubados.


    A Record TV, por exemplo, recebeu um pedido de resgate de US$ 5 milhões, cerca de R$ 25 milhões na conversão atual para que a “chave” dos conteúdos da emissora seja recuperada. Caso o valor não seja pago todo o acervo será perdido.


    Os ataques ransomware não são exclusivos de emissoras. Em 2021, a JBS sofreu um ataque desse tipo e teve que pagar R$ 55,69 milhões. Recentemente, o Banco de Brasília (BRB) sofreu um ataque ransomware que os criminosos pediram um valor de 50 BTC (bitcoins), equivalente a R$ 5,2 milhões.  Diego Beton, perito em crimes de internet e CEO da Intelly Soluções, explicou como acontece esse tipo de ataque e como evitá-los. O especialista explica que esses tipos de ataques não acontecem apenas com grandes empresas, tendo em vista que o Brasil é o quinto país que mais sofre ataques ransomware no mundo, qualquer empresa está vulnerável a sofrer com ataques do tipo.


    “As empresas nunca acham que elas podem ser a próxima vítima de um ataque como esse, mas a verdade é que elas estão na mira desses criminosos, e o Brasil é o principal alvo de ataques virtuais.  Ano passado foram 27 milhões de dados vazados, batendo o recorde de vazamento de dados no país  em 2021”.


    Diego diz que é preciso muito cuidado com os equipamentos usados por funcionários, principalmente com home office, afinal isso fez com que os sistemas ficassem ainda mais vulneráveis. “Os equipamentos não são os mesmos, senhas de Wi-Fi frágeis, softwares desatualizados, tudo isso pode facilitar um ataque de grande proporção”, e completa: “Para empresas que pretendem continuar no modelo home office, invista em entregar os próprios computadores para os colaboradores, assim poderão monitorar tudo que acontece“


    O especialista também passou algumas dicas para proteger sua empresa de ataques ransomware, confira a seguir:   


    - Com o crescimento de ataques cibernéticos em empresas brasileiras, o primeiro passo é entender que sua empresa pode sim ser  vítima de um ransomware. Portanto, se prepare antes mesmo da possibilidade de uma ameaça; 


    - Com a evolução dos ataques, as empresas precisam sair na frente e investir em softwares altamente atualizados que identifiquem atividades mal intencionadas; 


    - Tenha uma equipe de profissionais preparados para quando isso acontecer; 


    - Crie uma “sala de guerra” para gestão de crise e dê funções para cada um desses profissionais;  


    - Em caso de ataque, isole o sistema atacado. Com isso, irá minimizar o risco do ataque se espalhar para outros sistemas da empresa; 


    - Tenha um bom negociador. Após um possível sequestro de dados, para minimizar o dano é fundamental ter um bom profissional para negociar.


    Ou ainda, contate os especialistas da Intelly Soluções, evite o problema focando na solução!

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